Definido onde ficaria o espaço da churrasqueira, fiquei algum tempo calculando qual seria o tamanho do espaço e mais uma vez com a ajuda da Roberta, decidimos que ficaria com 4X7 m.
Fiz um projeto de telhado com o calculo do tamanho das vigas que iria comprar. Como sou formado em técnico em edificações, isto pra mim foi muito fácil. Basicamente ele ficaria como a foto abaixo:
Definido isso, parti para comprar as vigas de madeira e as ripas.
Depois de pesquisar, encontrei varias indicações para este tipo de estrutura. A melhor delas era toras de eucalipto tratado em autoclave. Este tipo de madeira recebe tratamento químico contra cupins e umidade. E como o espaço ficaria no tempo, sujeito a chuva, sol, etc., precisaria muito disso.
Achei essas toras em uma madeireira local. Custaram mais caro que se comprasse vigas convencionais, mas tudo bem, elas teriam a rusticidade que queríamos.
Elas chegaram alguns dias depois. Nesse meio tempo fiquei pensando em como iria corta-las. No serrote não iria dar, né ! Serra circular? também não gostava muito da ideia pois as toras que comprei eram grossas de diâmetro.
Então, achei no Mercado Livre uma motosserra. Tinha minhas duvidas se conseguiria usar, mas, arrisquei de novo e comprei.
Ela chegou uns dias após a madeira. Agora estava pronto pra começar a levantar o espaço.
Fiz o gabarito do espaço 4X7m e cavei os buracos nas extremidades que iriam recebem as toras que sustentariam o telhado. Coloquei vários pregos e impermeabilizei a extremidade que ficaria abaixo na terra.
Depois foi cortar cada poste na medida certa, concretar e alinhar.
Fiquei cerca de uns 20 dias sem fazer nada, só esperando o concreto secar e eles ficarem bem firmes.
Comecei a colocar as terças e o pendural. Ate ai estava fazendo tudo sozinho. Então chegou a hora da viga principal onde vai a cumeeira e ela era bem pesada. Tive que pedir ajuda e meus dois sobrinhos Gabriel e Lucas me deram uma força. Olha eles ai...
E aproveitando a ajuda eles também me ajudaram a colocar os caibros
Depois coloquei mais caibros diminuindo o espaço entre eles para a colocação das ripas.
Durante todo esse processo eu fiz algumas pesquisas sobre o tipo de telha que deveria colocar e mais uma vez em consenso com a Roberta, decidimos que colocaríamos o mesmo tipo de telha que tinha na casa: telha francesa.
Ocorre que ao verificar o preço destas telhas no comercio local vimos que era muito caro.
Um dia passando por uma rua pela cidade vi uma casa em reforma que estavam destelhando o mesmo tipo de telha que queríamos.
Falei com o responsável e ele me disse que iriam jogar fora e que se eu me dispusesse a tira-las de lá não cobrariam nada. Bingo!
Lá fomos eu e a Roberta carregar o carro com telhas velhas. Fizemos mil viagens.
Mas, naquela obra não tinha toda a quantidade que eu precisava porque muitas estavam quebradas.
Então, o que mais eu fiz naquele mês foi andar pela cidade a procura de outros descartes de telhas ate que completei o que precisava.
Nem carreto eu paguei.
Foi uma economia e tanto.
Comecei a colocar as ripas e as telhas simultaneamente de cima na cumeeira para baixo. Na colocação das cumeeiras tive a ajuda do Seu Pedro, um vizinho meu, pois tinha que colocar e fazer massa ao mesmo tempo e estava difícil fazer sozinho.
Mas na colocação das telhas não tive ajuda nenhuma. Tive que subir uma a uma mais de 600 telhas. E o resultado foi este...
E a cobertura esta pronta, agora vamos para o piso !










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